Reasons to smile
Que tristeza viver dessa saudade…
Tenho confundido ‘eu’ com ‘nós’. Mas essa confusão só me acontece porque eu tenho certeza de tudo que eu sinto.
(Fonte: romantizar, via areiadesanta)
Saudade não é o que a gente sente quando a pessoa vai embora. Seria muito simples acenar um ‘tchau’ e contentar-se com as memórias, com o passado. Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê “sadio”. Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por ‘um pouco mais’.
Saudade não é olhar pro lado e dizer “se foi”. É olhar pro lado e perguntar “cadê”?
Tomara…
Que a tristeza te convença, que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama, tece a mesma antiga trama, que não se desfaz!
E a coisa mais divina que há no mundo
É viver cada segundo, como nunca mais…